04 maio, 2007

CAÍQUE BOM SUCESSO




Esta foto revela um pormenor da réplica do caíque Bom Sucesso ancorado na doca de Olhão, junto ao Mercado Municipal. Devido às suas características de barco pequeno, mas resistente e veloz, este tipo de embarcação foi uma das mais utilizadas pelas gentes de Olhão na pesca do alto mar. No entanto o original ao qual esta réplica se refere destacou-se na história de Olhão e do Algarve, não pelas pescarias nas costas de Marrocos, mas pela aventura da viagem ao Brasil. Os acontecimentos remontam a 1807, quando durante as invasões napoleónicas, o general Junot, envia o marquês de Campigny para se estabelece em Faro. Com a ajuda do coronel José Lopes, Olhão revolta-se contra o exército invasor ajudando a libertar a cidade vizinha originando a revolução que culminou com a luta decisiva na ponte de Quelfes, expulsando os franceses do Algarve. Após este acontecimento as gentes de Olhão decidiram empreender a viagem atlântica para levar a notícia ao príncipe regente D. João e a embarcação escolhida foi o caíque Bom Sucesso que iniciou a viagem a 6 de Julho de 1808, tendo como tripulantes dezassete pescadores olhanenses, sendo o mestre Manuel Martins Garrocho e o piloto, Manuel de Oliveira Nobre. A 22 de Setembro, depois de atravessar o Atlântico, o caíque chega ao Rio de Janeiro, onde D. João honra os pescadores concedendo-lhes um diploma que eleva o lugar de Olhão a “Vila de Olhão da Restauração”, e atribui também o título de marquês de Olhão a D. Francisco de Mello e Cunha.
Segundo os registos, todos os tripulantes regressaram à sua terra contribuindo para considerar esta viagem um dos grandes feitos marítimos da nossa história, pois tratava-se de uma embarcação de pesca que embora estivesse vocacionada para o alto mar, não estaria equipada para uma viagem daquela envergadura atravessando o Atlântico, nem a embarcação, nem os tripulantes, que não teriam mapas e instrumentos de orientação adequados aquela viagem, pois a pescaria em alto mar era maioritariamente na costa marroquina. É desta forma que o Bom Sucesso enquanto protagonista de um feito que enaltece o orgulho dos olhanenses, se torna tão emblemático para a cidade e que a sua presença se torna importante para o preservar da memória e da identidade.

8 comentários:

omar disse...

muito legal, gostei mto , ate descobrir uma coisa interessante q eu desconhecia Manuel Martins Garrocho e o meu nome é omar garrocho sera q era meu parente?
qm vai saber hehehe
mas esta muito legal

Teresa Cristina Garrocho disse...

O meu nome e Teresa Garrocho, vivo no Algarve, Portugal. Eu sou descendente directa de Manuel Martins Garrocho e herdei o nome de sua mulher Teresa e de sua filha Maria Teresa. Manuel Martins é o meu antepassado mais remoto e tenho muito orgulho nele. A nossa arvore genealogica e traçada a partir daí. Eu encontrei este post enquanto navegava na internet à procura de mais informaçoes sobre o meu antigo antepassado e resolvi esclarecer a questao de onde param os seus descendentes. Residimos ate ha 2 geraçoes em Olhao e Loule, e recentemente mudámos de regiao. Um beijinho a quem fez este post, e por se interessar tanto pelo meu antepassado!

P.S. Eu nao estou a brincar, quem se manter céptico em relaçao a este assunto pode questionar o registo civil.

Anónimo disse...

oi tereza sou o omar garrocho e mto bacana saber q vc é da familia rssss
meu msn é galegorap@hotmail.com add ai
bjos

Teresa Garrocho Almeida disse...

Ola Omar e Teresa
Eu também sou Garrocho. Meu nome é Teresa Cristina Garrocho de Almeida Mendes. Mas moro no Brasil. Meu avÔ materno era MANUEL GARROCHO JUNIOR. Meu bisavô (casou se com Bernadina, da Espanha) era MANUEL DO Ó GARROCHO, filho de MIGUEL DO Ó GARROCHO. Há uma história parecida do meu bisavô que era marinheiro e veio em viagem para o Brasil e por aqui ficou. Mas não tenho as ligaçoes anteriores da famlia. Vou a Lisboa em maio próximo.
Com certeza temos parentescos.Fica longe de onde voces moram? Se virem essa mensagem, gostaria muito que me mandassem uma resposta. Pode ser por meu email: teresagarrocho@ig.com.br.
Será um prazer contactar voces. Desculpem algum termo inadequado: é que o portugues do Brasil tem expressões e significados por vezes diferentes e estranhos.
Aguardo um contato Teresa Garrocho Almeida

Teresa Cristina Garrocho disse...

Desculpe o atraso Teresa, não tenho visto este blog ou pesquisado ultimamente, o meu computador avariou e o tempo livre também não é muito infelizmente... É bom saber que provavelmente somos familiares, não temos um grande conhecimento da família que ficou no Brasil. E nao tem problema o portugues, entende-se perfeitamente :) em breve irei enviar um mail, mas primeiro vou dar noticia ao resto da familia, podem querer mandar mensagem tambem. Deviamos procurar fazer uma arvore genealogica para identificar a família desde as suas raízes, seria uma experiência interessante. Cumprimentos, Teresa Garrocho.

Anónimo disse...

tambem sou da familia garrocho

moro em barbacena MG
=]

abraço a todos

charlesgarrocho@hotmail.com

Anónimo disse...

Olá a todos os GARROCHOS
Ao pesquisar o meu nome que é raro ver descudri que desde Espanha até ao Brasil é um mundo de pessoas com o mesmo nome.
Gostaria de me contactar com pessoas com o nome Garrocho para saber se são da minha familia,pois nís somos muito poucos: o meu nome é Alexandra Garrocho-pai Manuel José Garrocho-Tio Joaquim Martins Garrocho de Quarteira-irmã Ana Teresa Garrocho-irmão Manuel Garrocho-irmão Luis Filipe Garrocho, todos a viver em Lisboa só eu em Loulé um cumprimento a todos os Garrochos e até breve o meu email é xana_quim@sapo.pt

Nuno Garrocho disse...

Olá Teresa Cristina Garrocho ( a de Portugal ) se vivias até há duas gerações em Loulé, não és filha do Isídro?

Conheceste JOSÉ CORREIA GARROCHO, JOSÉ MANUEL GUERREIRO GARROCHO, QUIRINO GUERREIRO GARROCHO?

Se eras de lá e tens tanta certeza disso diz-me, quem são os teus pais?

Meu avô era José Correia Garrocho.

Quem és tu? minha prima?

Sabes o que é Córregos De Santa Lúzía?

Conheces São Clemente?

Gostava muito de conversar contigo.

Nuno Miguel Garrocho, nascido em Loulé em 1974.